O Governador Sérgio Cabral intensificou as operações policias nas favelas do Rio de Janeiro com o intuito de prender traficantes, apreender drogas e armas. Tudo isso com apoio da maioria da população, que com toda a razão está cansada de tanta violência. Só para lembrar, operações da polícia em morros e favelas sempre existiram. Desde os anos 70, quando as quadrilhas começaram a dominar essas comunidades, a polícia esteve sempre fazendo incursões nesses locais. Vários governos se passaram, com diferentes modos de encarar a situação, que só piorou, dega-se de passagem. Alguns realizavam operações constantes, outros não adotavam muito a política do enfrentamento, e assim já se vão quase 40 anos que o povo carioca e fluminense convive com essa situação.
A política do Governador Sérgio Cabral, até então tem sido a do enfrentamento. Vamos analisar o que essas ações tem trazido de resultados práticos e qual o custo-benefício delas. Sem contar que a quantidade de armamentos apreendidos e prisões são, de um modo geral, muito abaixo do potencial bélico e do contingente de marginais existentes nesses locais.
podemos pegar como exemplos os últimos confrontos na Rocinha, onde num titoteio entre a polícia e os bandidos, uma criança inocente foi mortalmente ferida. As imagens veiculadas pelos tele-jornais mostram o quanto nossa polícia está despreparada para ações desse tipo. Nelas aparecem policiais atirando na direção do morro, sem se importar se o tiro vai atingir o bandido ou um inocente.
O objetivo não é defender os bandidos, mas questionar até que ponto essas ações de fato vão resolver a questão da bandidagem que está cada vez mais organizada, e respondendo com mais violência a cada ação da polícia.
Outro ponto a ser observado, é que para cada bandido preso ou morto, tem sempre um grupo muito grande de candidatos a substituí-lo. Por tanto fica parecendo que a polícia está enxugando gelo.
O que é mais grave nessa confusão toda é a degradação das comunidades, que são formadas na maioria, de gente honesta e trabalhadora mas vive marginalizada e sub-jugada pelos facínoras que lá se instalaram.
O que não dá para entender é porque os governantes não atacam o problema com seriedade e vontade. Criar empregos, dar educação de qualidade, saúde que funcione, e segurança eficiente são alguns itens que cabem aos governos, que alias, são sempre os itens em que eles mais prometem durante as campanhas eleitorais.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Quem somos nós
A cada dia vemos nos jornais uma série de notícias que nos fazem questionar: porque isso ainda acontece no Brasil? A resposta é, por que estamos sofrendo um processo de involução. É isso mesmo, estamos caminhando para trás em várias questões. Um bom exemplo é a baixa qualidade dos políticos que elegemos. A grande maioria não está nenhum pouco preparada para os cargos que ocupam. Outros estão apenas interessados em se locupletar com o dinheiro alheio. Estamos presenciando atualmente uma série de denuncias envolvendo pessoas do governo, que sabemos no final não resultará em punição, mesmo onde há evidências dos ilícitos.
A grande questão é, por que o povo permite que seus representantes, eleitos democráticamente continuem agindo dessa forma? As respostas são: Muitos brasileiros não se importam com a atuação dos políticos. Alguns fazem isso por desconhecer que pode cobrar de quem ele elegeu, outros por preguiça ou comodismo. E ainda tem aqueles que acham que não adianta cobrar nada porque é assim mesmo, político é tudo igual e que nenhum deles vai fazer nada para melhorar a vida do povo.
Há mais de quarenta anos ouço dizer que o Brasil é o país do futuro, mas esquecemos de perguntar quando vai chegar esse futuro. Tem quem diz que o político brasileiro é reflexo do que é o próprio povo porque que brasileiro gosta mesmo é de levar vantagem em tudo. Aí cabe uma pergunta: O bom exemplo tem que vir de cima(dos políticos)? ou do povo? O exemplo tem que vir do povo, afinal antes de virar político, o sujeito era um cidadão comum. Dar um dinheirinho para o guarda não multar nosso carro, comprar produtos piratas, furar filas, sujar as ruas, não pedir licença são só alguns exemplo do quanto precisamos melhorar para então cobrar que nossos políticos ajam com ética e respeito ao cidadão.
A grande questão é, por que o povo permite que seus representantes, eleitos democráticamente continuem agindo dessa forma? As respostas são: Muitos brasileiros não se importam com a atuação dos políticos. Alguns fazem isso por desconhecer que pode cobrar de quem ele elegeu, outros por preguiça ou comodismo. E ainda tem aqueles que acham que não adianta cobrar nada porque é assim mesmo, político é tudo igual e que nenhum deles vai fazer nada para melhorar a vida do povo.
Há mais de quarenta anos ouço dizer que o Brasil é o país do futuro, mas esquecemos de perguntar quando vai chegar esse futuro. Tem quem diz que o político brasileiro é reflexo do que é o próprio povo porque que brasileiro gosta mesmo é de levar vantagem em tudo. Aí cabe uma pergunta: O bom exemplo tem que vir de cima(dos políticos)? ou do povo? O exemplo tem que vir do povo, afinal antes de virar político, o sujeito era um cidadão comum. Dar um dinheirinho para o guarda não multar nosso carro, comprar produtos piratas, furar filas, sujar as ruas, não pedir licença são só alguns exemplo do quanto precisamos melhorar para então cobrar que nossos políticos ajam com ética e respeito ao cidadão.
Assinar:
Comentários (Atom)